NOTA: Repercussão caso do Delegado Miguel Lucena

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NOTA: Repercussão caso do Delegado Miguel Lucena

By | 2017-07-05T13:49:26+00:00 terça-feira, 16 de maio, 2017|Inicio, Notícias|0 Comentários

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Vimos, por meio desta, nos manifestar acerca de matérias jornalísticas, veiculadas no dia 15/05/17, que tem por escopo expor a exoneração do Delegado de Polícia Miguel Lucena, do cargo de chefe da DIVICOM/PCDF, e seus fundamentos.

Com efeito, noticiou a imprensa que o Dr. Miguel Lucena teria manifestado, em grupo de whatsapp fechado, que “as crianças estão pagando muito caro por esse rodízio de padrastos em casa”, em referência à violência sexual praticada pelo companheiro da mãe de uma criança recentemente no Gama/DF, e que o teor machista da declaração teria fundamentado sua exoneração.

Ao manifestar-se sobre o fato em rede social, o Dr. Miguel instou a sociedade à reflexão de quem os pais e mães estão colocando dentro de casa para conviver com os seus filhos, aduzindo que “precisamos avançar nas discussões sobre as responsabilidades de todos com os rumos da sociedade. O bandido já está diferenciado. É ele quem vai ser preso, só não pode é colocar outro dentro de casa.”

Nesse cenário, em análise sumária, pautados na realidade social enfrentada em nossa cidade, cumpre ressaltar que é pertinente a reflexão proposta pelo Dr. Miguel visando a prevenção da violência doméstica. Ademais, a repulsa a esse debate e ao enfrentamento da realidade vivida presta-se apenas à alienação social, a ausência de autoresponsabilidade dos membros das famílias pela preservação de seus dependentes e a potencialização da vulnerabilidade de hipossuficientes, especialmente as crianças.

Outrossim, vale ressaltar que a crítica feita pelo Dr. Miguel foi manifestada em rede social fechada, refletindo opinião pessoal que não teria o condão, a princípio, de repercutir em sua vida profissional, exceto se absolutamente incompatível com a dignidade do cargo, o que evidentemente não é o caso.

Assim, repudiamos os fundamentos da exoneração do Dr. Miguel expostos na imprensa, posto que lamentavelmente reflete a imputação leviana de conduta discriminatória, que nos parece claro que não ocorreu por se pautar na realidade social. Esse fundamento revela, ainda, a suscetibilidade da Administração da PCDF a mudanças estritamente política, uma vez que está ausente o respaldo técnico.

Por fim, encampamos o pedido de reflexão do Dr. Miguel: “Pai, mãe, quem você está colocando dentro de casa para conviver com suas crianças? Será que você não está colocando-as em risco?”

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